Síndrome Metabólica Equina (S.M.E.)

A Síndrome Metabólica Equina (S.M.E.) é caracterizada por uma resistência crônica à insulina, sendo esta definida por uma redução na capacidade da insulina em estimular tecidos.

A S.M.E. é caracterizada por um aumento da adiposidade, hiperinsulinemia e uma resistência crônica à insulina. Pesquisadores acreditam que haja uma predisposição de raças desenvolverem a S.M.E., como por exemplo, Árabe e Quarto de Milha. Além disto, um outro fator seria a mutação gênica ligada ao receptor da melanocortina 4 (MC4R) que regula a ingestão alimentar, a sensibilidade à insulina e a adiposidade. Um terceiro fator de predisposição à S.M.E. está ligado à deficiência ou ao excesso de nutrientes durante a gestação.

Carter et al, 2010 caracterizaram a S.M.E. como a síndrome associada à laminite. Animais com S.M.E. são predispostos a ter laminite. Estes animais são sensíveis à ingestão de carboidratos solúveis em água (WSC), que parece ser o gatilho para o começo do quadro de laminite.  A seleção genética de pastagens ou um crescimento rápido da pastagem devido a muita chuva e sol proporcionam um aumento dos WSC, ocasionando um aumento da ingestão energética, o que gera obesidade e consequentemente um aumento da insulina.

O diagnóstico da S.M.E. está ligado ao histórico, que deve ser focado no manejo alimentar, na presença ou não da obesidade localizada, no crescimento irregular dos anéis do casco e nos exames laboratoriais.

O teste de açúcar oral mais utilizado é discriminado abaixo:
1. Administrar feno até às 22 h;
2. Realizar jejum de concentrado até a coleta da segunda amostra;
3. Coletar a primeira amostra sanguínea para avaliação de glicose e insulina na manhã seguinte;
4. Administrar 15 mL de Karo® (glucose de milho) para cada 100 kg após a coleta da primeira amostra;
5. Coletar a segunda amostra sanguínea para avaliação de glicose e insulina de 60 a 90 minutos após administração de Karo® (glucose de milho).

Coletar as amostras sanguíneas para avaliação de glicose em tubo para coleta de sangue a vácuo de tampa cinza e as amostras para avaliação de insulina em tubo para coleta de sangue a vácuo de tampa vermelha.

Texto extraído em parte de “Frank N. 2011 - Equine Metabolic Syndrome, Vet. Clin. Equine 27 (2011), 73-92 e “Frank, N. et al 2010 - Guide to Insulin Resistance & Laminitis for Equine Practitioners”.